Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã
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QUE CAMINHO SE ESTÁ A SEGUIR! – 1.
Vindo de uma recessão profunda durante várias décadas, as sociedades alinhavam-se em nações, grupos e clãs familiares. No entanto, começavam a aparecer sinais de algumas melhoras de vida futura, mas, para os espertos e de poucos escrúpulos, começariam a aparecer oportunidades, embora a todo o custo, poderiam começar a formar os seus desejos, criar fortuna.
Alfredo, homem no princípio da idade, já casado que
com filhos tudo fez para se colocar como Feitor na grande Quinta, cujos
proprietários eram protegidos pelo regime e isso também lhe daria uma certa protecção
a ele, caso às vezes tivesse a tentação de se exceder nas sua atitudes no
relacionamento com as pessoas que trabalhavam na Quinta, andava sempre de
chicote na mão, e iriam estar sob as
suas ordens.
Nesta Quinta trabalhavam muitas pessoas na agricultura
e assim, seria necessária uma Cantina com produtos para abastecer toda esta
gente, ao mesmo tempo deixava lucro para o patrão.
Nesta Cantina, trabalhava um casal acabados de casar,
Manuel e Maria (nomes fictícios) que o marido era o responsável e a mulher era
empregada.
Este jovem casal, tinham ideias de futuro e assim
fizeram planos, como ali os seus rendimentos económicos eram parcos, pensaram
ele emigraria para poder juntar mais economias em menos tempo, regressar para
depois se estabelecerem por conta própria e começarem a constituir família,
pois acordaram só começarem a ter filhos depois de ele regressar do
estrangeiro.
Maria, passados dois anos aparece grávida, o marido
não tinha voltado a Portugal desde que partiu, o pai da criança seria o Feitor,
que não perde tempo em tentar convencer Maria a ir para Lisboa, dizendo que ia
tratar de uma doença difícil de tratar, com o objectivo de abortar sem que sua
mulher e as pessoas conhecidas soubessem da gravidez e ficassem a pensar que se
tinha ido tratar da doença grave.
Maria já em Lisboa, rejeita fazer o aborto, Feitor abandona-a para nunca mais querer saber
dela. A ele nada lhe aconteceria, pois era protegido pelo regime político
Maria, vendo-se abandonada, procura protecção para ela
e para quem tinha na barriga, oferecendo-se como empregada domestica. Encontra
um casal, que lhe deu protecção a ela e à sua gravidez, aceitando-a como
empregada doméstica.
A criança nasce, um rapaz, José (nome fictício) ela
vai criá-lo da melhor maneira que pode e deu-lhe formação académica e o filho
conclui a nível médio/mais.
Nessa data, década de cinquenta do sec. XX, com essa
formação, conseguiu colocação profissional também a nível médio/mais. Seu pai,
desde que abandonou a mãe grávida, nunca mais quis saber deles, José nunca
tinha visto seu pai.
José, casa e nasce o primeiro filho. Vamos chamar-lhe
Quim. Quando Feitor sabe que tinha este neto, tenta aproximar-se e oferece-se
para o levara para a sua aldeia e dar-lhe a instrução primária por sua conta.
Quim faz nesta aldeia a escola primária e regressa à cidade para fazer os
estudos secundários e a universidade por conta de seu pai.
Quim entra na política do regime, pois seu Avô e seu
pai sempre foram do regime e beneficiaram dessa protecção.
Quim conclui a universidade e vendo que não
necessitava muito de trabalhar par viver, vinha-lhe da família, mete-se em
movimentos e às páginas tantas já não sabia qual era a sua ideologia, pois já
estava misturado com todas e gostava de dar duas naturalidades, conforme lhe
convinha para adquirir votos.
Face ao desenvolvimento e acontecimentos da sociedade
e o regime dos seus antepassados estar em baixo, opta por ideologia oposta à
dos seus antepassados, porque também era esta que lhe daria mais possibilites
de conseguir cargos políticos.
Passaria a ocupar vários cargos políticos na ideologia
oposta à dos seus antepassados, mas nunca terminava os cargos até ao fim, abandonava-os
a meio por reconhecer que não estava a ser um bom governante.
Este caso, é um dos muitos que hoje dominam a
sociedade.
Este acontecimento, está desenvolvido em capítulo com
cerca de 20 páginas em livro.
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