Foto Nº 1 Foto Nº 2 Foto Nº 3

Odete, acabara de concluir o bacharelato em educação física no ISEF. Meados da década de setenta, nas redondezas onde nasceu e se criou não tinha hipóteses de colocação.
Rumou à capital, mas passado pouco tempo vieram-lhe saudades dos pais e da Terra. Embora ela gostasse de dizer que nunca deveria ter nascido na terra onde nasceu, o desejo foi mais forte.
Quando dos dias mais pequenos, a camioneta levava um dia a lá chegar. Viagem maçadora. Recorreu ao amigo e conterrâneo Ricardo, com quem tinha travado conhecimento próximo já na capital, que de vez em quando também gostava de ir à terra com o seu automóvel, e este de boa vontade dispensou boleia.
Partiam cedinho pelas 06:00h para evitar as grandes filas (bichas) ao atravessar as localidades, só tinham 25 km de auto-estrada até Vila Franca de Xira. O primeiro teste à paciência era no Carregado, fotos nº 1 e nº 2 (pode ampliar foto clicando). Dali para a frente, cada localidade e aglomerado populacional era mais um teste à paciência com o pára e arranca. Mesmo Assim, Ricardo, com destreza e condução segura, fazia essas várias centenas de quilómetros em 6 horas. Por volta do meio dia lá estavam eles a almoçar na sossegada Santa Terrinha em casa da mãe de Odete.
Ricardo, era um jovem que depois de passar a sua adolescência a trabalhar na agricultura. também rumou à cidade e fixou-se na capital a trabalhar, ao mesmo tempo que estudava à noite. Jovem alegre e divertido, atlético, não passava despercebido às jovens namoradeiras.
Odete, era uma jovem que quando passava, deixava os homens a olhar para trás. A sua elegância, o seu porte fino com lindos e grandes olhos castanhos numa cara rosada davam-lhe um beleza rara e não resistiu ao porte atlético e simpatia de Ricardo, que começou a sentir algo mais por ele. Mas essas viagens acabaram depressa.
Odete tinha recebido uma cultura de classes e lutava entre o que já gostava de Ricardo e a diferença entre a criação dos dois.
Ela, criou-se no Liceu vestindo roupas de marca e se alguma vez passou por Ricardo nesses tempos, nem lhe chamou à atenção.
Enquanto que Ricardo nesses tempos quase nem tinha tempo para se divertir e roupas de marca nem sabia o que eram.
Agora, Odete gostava de Ricardo e começava a ficar um pouco perdida por ele e como não era parva, via em Ricardo um homem de futuro, mas o problema social começava a traí-la.
Deu a entender a Ricardo que estava disposta a sacrificar a diferença social entre os dois para o aceitar, mas não escolheu a melhor forma de dizer isto a Ricardo. Disse-o de uma forma humilhante para
Ricardo,involuntariamente, mas era a formação sócio/cultural/familiar que lhe dava essa forma de ver as coisas e a estava a trair.
Ricardo, embora não sendo vaidoso, mas tinha plena consciência da sua posição na sociedade. Já tinha viajado e vivido algum tempo no estrangeiro, por isso, sabia bem o chão que pisava.
Ricardo, embora já começasse a gostar de Odete, mas assim, achou que não estava ali a mulher da sua vida.
Odete conheceu outro homem, casou mas em breve haveria de fIcar com uma fIlha para criar depois de um divórcio.
Ricardo, concluiu o seu curso universitário e a vida profissional proporcionou-lhe condições sociais a nível de classe social que Odete nunca conseguiu.
Decorridas três décadas cruzaram-se novamente, mas agora a diferença social inverteu-se. Quando Ricardo quis falara de igual para igual com Odete, ela olhava para ele com a mesma diferença com que olhava trinta anos antes, mas agora olhava para Ricardo de baixo para cima.
O mesmo aconteceu com o cruzamento do Carregado, ao lado foto nº 3, está um cruzamento/nó de Auto-estradas em todas as direcções, abrindo os caminhos do futuro, que uma delas leva Ricardo à sua terra em metade de tempo de há trinta anos.
E, enquanto que esta viagem há trinta anos era uma viagem de cansaço, hoje é uma viagem de passeio e turismo. Tendo em conta também o automóvel de há trinta anos e o automóvel de hoje.
Em três décadas, mudam enormemente os tempos, a sociedade e as as condições





americo martins


































Foto Nº 1 Foto Nº 2 Foto Nº 3

Odete, acabara de concluir o bacharelato em educação física no ISEF. Meados da década de setenta, nas redondezas onde nasceu e se criou não tinha hipóteses de colocação.
Rumou à capital, mas passado pouco tempo vieram-lhe saudades dos pais e da Terra. Embora ela gostasse de dizer que nunca deveria ter nascido na terra onde nasceu, o desejo foi mais forte.
Quando dos dias mais pequenos, a camioneta levava um dia a lá chegar. Viagem maçadora. Recorreu ao amigo e conterrâneo Ricardo, com quem tinha travado conhecimento próximo já na capital, que de vez em quando também gostava de ir à terra com o seu automóvel, e este de boa vontade dispensou boleia.
Partiam cedinho pelas 06:00h para evitar as grandes filas (bichas) ao atravessar as localidades, só tinham 25 km de auto-estrada até Vila Franca de Xira. O primeiro teste à paciência era no Carregado, fotos nº 1 e nº 2 (pode ampliar foto clicando). Dali para a frente, cada localidade e aglomerado populacional era mais um teste à paciência com o pára e arranca. Mesmo Assim, Ricardo, com destreza e condução segura, fazia essas várias centenas de quilómetros em 6 horas. Por volta do meio dia lá estavam eles a almoçar na sossegada Santa Terrinha em casa da mãe de Odete.
Ricardo, era um jovem que depois de passar a sua adolescência a trabalhar na agricultura. também rumou à cidade e fixou-se na capital a trabalhar, ao mesmo tempo que estudava à noite. Jovem alegre e divertido, atlético, não passava despercebido às jovens namoradeiras.
Odete, era uma jovem que quando passava, deixava os homens a olhar para trás. A sua elegância, o seu porte fino com lindos e grandes olhos castanhos numa cara rosada davam-lhe um beleza rara e não resistiu ao porte atlético e simpatia de Ricardo, que começou a sentir algo mais por ele. Mas essas viagens acabaram depressa.
Odete tinha recebido uma cultura de classes e lutava entre o que já gostava de Ricardo e a diferença entre a criação dos dois.
Ela, criou-se no Liceu vestindo roupas de marca e se alguma vez passou por Ricardo nesses tempos, nem lhe chamou à atenção.
Enquanto que Ricardo nesses tempos quase nem tinha tempo para se divertir e roupas de marca nem sabia o que eram.
Agora, Odete gostava de Ricardo e começava a ficar um pouco perdida por ele e como não era parva, via em Ricardo um homem de futuro, mas o problema social começava a traí-la.
Deu a entender a Ricardo que estava disposta a sacrificar a diferença social entre os dois para o aceitar, mas não escolheu a melhor forma de dizer isto a Ricardo. Disse-o de uma forma humilhante para
Ricardo,involuntariamente, mas era a formação sócio/cultural/familiar que lhe dava essa forma de ver as coisas e a estava a trair.
Ricardo, embora não sendo vaidoso, mas tinha plena consciência da sua posição na sociedade. Já tinha viajado e vivido algum tempo no estrangeiro, por isso, sabia bem o chão que pisava.
Ricardo, embora já começasse a gostar de Odete, mas assim, achou que não estava ali a mulher da sua vida.
Odete conheceu outro homem, casou mas em breve haveria de fIcar com uma fIlha para criar depois de um divórcio.
Ricardo, concluiu o seu curso universitário e a vida profissional proporcionou-lhe condições sociais a nível de classe social que Odete nunca conseguiu.
Decorridas três décadas cruzaram-se novamente, mas agora a diferença social inverteu-se. Quando Ricardo quis falara de igual para igual com Odete, ela olhava para ele com a mesma diferença com que olhava trinta anos antes, mas agora olhava para Ricardo de baixo para cima.
O mesmo aconteceu com o cruzamento do Carregado, ao lado foto nº 3, está um cruzamento/nó de Auto-estradas em todas as direcções, abrindo os caminhos do futuro, que uma delas leva Ricardo à sua terra em metade de tempo de há trinta anos.
E, enquanto que esta viagem há trinta anos era uma viagem de cansaço, hoje é uma viagem de passeio e turismo. Tendo em conta também o automóvel de há trinta anos e o automóvel de hoje.
Em três décadas, mudam enormemente os tempos, a sociedade e as as condições





americo martins



Foto Nº 1 Foto Nº 2 Foto Nº 3

Odete, acabara de concluir o bacharelato em educação física no ISEF. Meados da década de setenta, nas redondezas onde nasceu e se criou não tinha hipóteses de colocação.
Rumou à capital, mas passado pouco tempo vieram-lhe saudades dos pais e da Terra. Embora ela gostasse de dizer que nunca deveria ter nascido na terra onde nasceu, o desejo foi mais forte.
Quando dos dias mais pequenos, a camioneta levava um dia a lá chegar. Viagem maçadora. Recorreu ao amigo e conterrâneo Ricardo, com quem tinha travado conhecimento próximo já na capital, que de vez em quando também gostava de ir à terra com o seu automóvel, e este de boa vontade dispensou boleia.
Partiam cedinho pelas 06:00h para evitar as grandes filas (bichas) ao atravessar as localidades, só tinham 25 km de auto-estrada até Vila Franca de Xira. O primeiro teste à paciência era no Carregado, fotos nº 1 e nº 2 (pode ampliar foto clicando). Dali para a frente, cada localidade e aglomerado populacional era mais um teste à paciência com o pára e arranca. Mesmo Assim, Ricardo, com destreza e condução segura, fazia essas várias centenas de quilómetros em 6 horas. Por volta do meio dia lá estavam eles a almoçar na sossegada Santa Terrinha em casa da mãe de Odete.
Ricardo, era um jovem que depois de passar a sua adolescência a trabalhar na agricultura. também rumou à cidade e fixou-se na capital a trabalhar, ao mesmo tempo que estudava à noite. Jovem alegre e divertido, atlético, não passava despercebido às jovens namoradeiras.
Odete, era uma jovem que quando passava, deixava os homens a olhar para trás. A sua elegância, o seu porte fino com lindos e grandes olhos castanhos numa cara rosada davam-lhe um beleza rara e não resistiu ao porte atlético e simpatia de Ricardo, que começou a sentir algo mais por ele. Mas essas viagens acabaram depressa.
Odete tinha recebido uma cultura de classes e lutava entre o que já gostava de Ricardo e a diferença entre a criação dos dois.
Ela, criou-se no Liceu vestindo roupas de marca e se alguma vez passou por Ricardo nesses tempos, nem lhe chamou à atenção.
Enquanto que Ricardo nesses tempos quase nem tinha tempo para se divertir e roupas de marca nem sabia o que eram.
Agora, Odete gostava de Ricardo e começava a ficar um pouco perdida por ele e como não era parva, via em Ricardo um homem de futuro, mas o problema social começava a traí-la.
Deu a entender a Ricardo que estava disposta a sacrificar a diferença social entre os dois para o aceitar, mas não escolheu a melhor forma de dizer isto a Ricardo. Disse-o de uma forma humilhante para
Ricardo,involuntariamente, mas era a formação sócio/cultural/familiar que lhe dava essa forma de ver as coisas e a estava a trair.
Ricardo, embora não sendo vaidoso, mas tinha plena consciência da sua posição na sociedade. Já tinha viajado e vivido algum tempo no estrangeiro, por isso, sabia bem o chão que pisava.
Ricardo, embora já começasse a gostar de Odete, mas assim, achou que não estava ali a mulher da sua vida.
Odete conheceu outro homem, casou mas em breve haveria de fIcar com uma fIlha para criar depois de um divórcio.
Ricardo, concluiu o seu curso universitário e a vida profissional proporcionou-lhe condições sociais a nível de classe social que Odete nunca conseguiu.
Decorridas três décadas cruzaram-se novamente, mas agora a diferença social inverteu-se. Quando Ricardo quis falara de igual para igual com Odete, ela olhava para ele com a mesma diferença com que olhava trinta anos antes, mas agora olhava para Ricardo de baixo para cima.
O mesmo aconteceu com o cruzamento do Carregado, ao lado foto nº 3, está um cruzamento/nó de Auto-estradas em todas as direcções, abrindo os caminhos do futuro, que uma delas leva Ricardo à sua terra em metade de tempo de há trinta anos.
E, enquanto que esta viagem há trinta anos era uma viagem de cansaço, hoje é uma viagem de passeio e turismo. Tendo em conta também o automóvel de há trinta anos e o automóvel de hoje.
Em três décadas, mudam enormemente os tempos, a sociedade e as as condições





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