Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã
Ainda há pouco tempo, alguém disse: precisamos de quem escreva: bem dizer e não bem escrever.
Se dermos uma passagem pelos sítios onde escrevem, nomes muito conhecidos com artigos "lindíssimos" e bastante extensos com muitas dezenas de linhas, em alguns casos a rondar a centena, se se ler, no fim fica-se quase sem perceber e aprender nada.
Por isso, é que, aos livros está quase a acontecer como a alguns órgãos de informação, estão a cair a pique as audiências porque o que lá passa não tem sumo nenhum, para não falar de falsas noticias e o publico já não se deixa enganar. Também dizia há pouco tempo uma entrevistada em passagem na rua, num pais em eleições, que as pessoas mais de 60% sabiam bem o que queriam e já não se deixavam enganar pelas falsas promessas dos políticos.
Estas duas fotos que ilustram a crónica, uma lembra que temos uma sociedade dividida e a outra significa que uma nova forma de alimentação poderá estar a emergir.
A nossa sociedade portuguesa, com as suas diferenças, não fica alheia aos efeitos dos tempos que decorrem. Embora já se comesse a notar algumas mudanças, mas ainda é muito notório as pessoas que aceitaram a lei da rolha, interiorizaram-na, beberam-na, veremos agora como se irão libertar dela, porque quando uma pessoa aceita que lhe seja imposto quando e como deve falar, foi a sua personalidade, a sua credibilidade e a imagem da sua própria pessoa que foi posta em causa, mas depois para a recuperar pode ser um pouco difícil.
Não foram só os ecrãs que retiraram a fala às pessoas, também foram impositores que obrigaram muita gente a andar de bico calado, quer nos locais de trabalho, quer na sua própria vida em geral. Havia dois ou mais propósitos: que não contestassem as regras que eram impostas, que não perdessem tempo algum a dialogar, ao mesmo tempo que assim ficariam estupidificadas, logo, aceitariam melhor o que lhes era imposto.
Só que, isso teve efeitos perversos, as pessoas ao não conversarem também não aprendem umas com as outras, logo, reduziu-lhes a sua capacidade de decisão. Está a notar-se muito em pessoas que vão chegando aos lugares de decisão e por vezes tomam decisões que precisariam ser mais ponderadas, nota-se que é falta de diálogo com as pessoas.
Depois, isto tem o efeito dominó e/ou bola de neve, estende-se.
Por isso, vemos muitas coisas mudar, outras a cair, outras sem saber o que fazer, outros a tentar tapar o sol com uma peneira, enquanto que outros, cada vez mais, já se estão a organizar para que as quedas prolongadas que poderão ser a curto, médio ou longo prazo, tenham o menos possível efeitos nefastos e eles, esses que já se estão a preparar, vão tendo condições para não sofrer reversos na sua vida e continuem a viver a vida que querem e merecem.

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