Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

Vale do Douro

Beira Alta











Já se vão ouvindo expressões - Portugal está a voltar ao Portugal que já foi.
Para os portugueses que já têm mais idade, têm em memória o Portugal de aldeias de gente de todas as idades, de escolas com crianças de todas as idades, ao fim das tardes ouvia-se a gritaria das crianças a brincar, festas e procissões com muita mais gente jovem do que de idade avançada, e depois, pairava no ar um clima de futuro, fosse dentro do país ou fora do país.
Os tempos estavam em mudança, os ciclos da humanidade ninguém os consegue evitar e dão-se, acontecem.
A mudança no nosso país foi assustadora, mas estava a acontecer. Nas décadas de sessenta e setenta,  século xx, para quem adiantava a mudança em relação ao futuro, maioritariamente os jovens, era considerado quase um herói, porque para quem antecipava a mudança, fazia-o por sua conta e risco, ajudas exteriores não tinham, mas mesmo assim decidiam iniciar a mudança.
Na década de sessenta, cerca de 30% dos portugueses adultos e com menos de 40 anos experimentaram a Diáspora. eram sobretudo os com menos escolaridade.
Na década de setenta, 70% dos jovens do sexo masculino viajaram para fora do país, conheceram outras culturas, uns ficaram por lá, outros não.
Então, a grande mudança em Portugal e suas gentes, estava iniciada. Quem saiu de Portugal, não mais aceitou a forma como em Portugal se conduzia uma sociedade. Os governantes, teimavam em não querer alterar a forma de governação do nosso país. Mesmo com a mudança de regime, a forma de governação pouco mudou em direcção aos novos tempos que aí vinham.
Numa aula, ao analisar a nova constituição de 1976, questionava o aluno, porque é que a nova constituição mantinha muita coisa da anterior? ao que o professor respondeu: o pior não foi manter  coisas da anterior constituição, o pior foi que mantiveram coisas más para os novos tempos, mas que provavelmente interessam aos novos governantes e retiraram coisas que se adaptariam aos novos tempos, mas que não interessariam a quem governa.
Desde então até hoje, temos tido todas essas respostas, um país aos zig-zagues, três passos para a frente e dois para trás e cada vez temos vindo a assistir, ver-nos cada vez mais no pelotão de trás.
Mas o povo português, sobretudo os da Diáspora, os que viajaram, não pararam de avançar para os novos tempos e hoje temos uma boa parte dos portugueses, gente da mais esclarecida e atualizados do mundo.
O nosso país passou por uma fase de alterações, desde ficar sem gente nas aldeias, a média dos concelhos em Portugal em 1960 tinha uma população entre os 15.000 e 20.000 habitantes, mesmo os do mais interior, com 80% da população a viver nas aldeias e 20% na sede de concelho, hoje a situação é precisamente o oposto, 20% nas aldeias e 80% na sede de concelho, mas a população total nos concelhos do interior, veio para menos de metade.
Também é sabido que o nosso país ocupa um território onde habitaram povos dos mais antigos da Europa, desde há muitos milhares de anos, desde a paleolítico, a costa ocidental da Europa, foi uma das mais preferidas pelo povos primitivos. Começa a ser conhecida a descida do Vale do Douro pelo povo Zoela, que terá acontecido há dezenas de milhares de anos, ou talvez centenas, povo esse, que só com a vinda dos romanos, que para conseguirem entrar na parte ocidental Ibérica, tiveram que atacar fortemente o povo Zoela, desorganizá-lo e dispersá-lo para o conseguir vencer, do qual muitos  dos atuais portugueses descendem.
 O ADN dos portugueses em organização não acabou, como o têm vindo a demonstrar, por isso, ele começa e continuará a reorganizar o Portugal do Futuro.


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