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| Est Nac 2 |
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| Abrantes |
Estrada
Nacional 2 - Faro - Vila Verde da Raia(Chaves) 735 Km
Já é a segunda vez
que falo sobre esta Estrada e esta situação.
Se esta Plano
tivesse sido concluído, Portugal, o nosso pais hoje seria outro, outras
paisagens, outra população e distribuída por todo o país de forma equitativa e
não aglomerada: 70% da população em 20% do território nacional, como está.
No Plano
Rodoviário Nacional da década de 40 do século XX, a E N 2, com estruturas e
condições de via rápida, seria uma das vias com mais prioridade a ser
construída. Seria o eixo de desenvolvimento do país, criando condições ao longo
desta Via, para todo o tipo de comercio, industrias e agricultura nacionais e
estrangeiras, criando riqueza e produtividade, fixando assim boa parte da
população que se movimentava, muitos não teriam emigrado, muitos não teriam ido
aumentar o aglomerado já nos grandes centros populacionais do litoral do país.
Com a cidade de Abrantes ao meio do percurso, esta cidade seria hoje uma das
cidades maiores, mais industrializadas, mais ricas e mais populosas do país.
Fazia parte dos
planos iniciar esta via em finais da década de cinquenta/inícios da década de
sessenta. A Guerra do ultramar veio adiar o inicio da construção, ficando
depois adiada para meados da década de setenta, em simultâneo com o IP5, que
seriam sempre vias sem portagens, actual
A25 com portagens.
Com a mudança de
regime, tudo isto foi esquecido, mas a movimentação das pessoas não parou,
todos sabemos o que aconteceu à economia nacional e durante a década seguinte
tudo isto ficou esquecido.
Quando se pensou
novamente em estradas, alguém disse que o fluxo rodoviário desse percurso não justificava tal
investimento, (provavelmente os mesmos que quando mais tarde alguém decidiu
fazer estradas em Portugal, disse que as estradas só serviam para os produtos
estrangeiros entrar no país, inteligência que não era capaz de ver que as
estradas têm dois sentidos) por essa ordem de ideias, a cidade do Entroncamento
não existiria hoje, como é sabido, antes de se cruzarem ali as linhas, ali era
terreno ermo, hoje é uma cidade de dimensão média e com muito progresso.
Mas também há
quem diga que o Plano Rodoviário Nacional da década de 40, foi abandonado por ódio
ao que vinha do anterior regime.
Que esta via um
dia será construída! Quem de boa fé, não tem dúvidas, porque o país precisa
dela como da sua identidade, mas aquilo que o nosso país seria hoje se tem sido
construída quando do projecto original, provavelmente demorará séculos.
Portugal, o
nosso país, hoje teria outra distribuição populacional, muita mais gente jovem
no centro-interior do país e teríamos uma economia diferente.
Agora, com tanta
insistência das populações, dos autarcas da região, há algumas promessas, mas
com a mentalidade dos governantes das ultimas décadas, só se poderá acreditar
quando a obra estiver concluída,
Mas que a construção
desta via rápida será inevitável, seja ela quando for, pois o desenvolvimento
do país passa por aí e está mesmo a pedir a construção desta via o mais rápido
possível, e, possível é sempre, desde que se queira.
Que esta via um
dia será construída! Quem de boa fé não tem dúvidas, porque o país precisa dela
como da sua identidade, mas aquilo que o nosso país seria hoje se tem sido
construída quando do projecto original, provavelmente demorará séculos.
Desde sempre, há muitos milhares de anos, os ibéricos ocidentais, lusos, sempre foram de organização, visionários e inteligentes sabendo esperar os momentos certos.
Também é conhecido desde sempre na história, que de vez em quando aparecem períodos que surgem grupos que açambarcam o poder temporariamente apoderando-se daquilo que não criaram, não produziram, não lhes pertence.
Mas de seguida, os portugueses reorganizam-se e retomam o curso da história de Portugal.
O povo português é corajoso, inteligente, organizado, de boa fé e com visão para o futuro.


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