Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

Castanheiros Trás-os-Montes
Microclima- Trás-os-Montes



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Com as alterações climáticas, como sempre aconteceram desde que o Planeta Terra existe, umas vezes mais acentuadas, outras mais ténues, alterando o clima de região para região do Planeta, mas as alterações sociais e humanitárias, que também sempre aconteceram, desta vez trazem grandes alterações económicas e novas economias.
Assim, Novas Economias a reaparecer.
No nosso país, a produção da castanha está a voltar, porque a humanidade em geral, também está à procura de novas formas de alimentação Há algumas centenas de anos, Portugal estava cheio de castanheiros de Norte  a Sul, que era uma das economias para a época, um bom sustento da população. Não havia tecnologias de conservação de produtos alimentares, e a castanha, com as formas de conservação de produtos da época, mantinha-se em bom estado de consumo quase de ano a ano.
Depois, uma malina/doença provocada por uma alteração climática repentina, veio e só os castanheiros em terras altas se salvaram e resistiram a essa doença, daí, durante alguns séculos, só haver castanheiros em Terras Altas com micro-climas frios: (fotos) Trás-os-Montes,  Beira Alta, Alto Minho e Alto Alentejo.
Em alguma regiões do país, principalmente em Trás-os-Montes e Beira Alta, há Concelhos que já produzem dezenas de milhares de toneladas de castanha, que se traduzem em dezenas de milhões de euros, maioritariamente para exportação.
Mas também o castanheiro, fornece uma das melhores madeiras do mundo, móveis e objectos construídos com madeira de castanho, têm durabilidade e conservação secular, assim, aumenta mais ainda a valorização do plantio do castanheiro.
Mas esta nova economia, também traz mais novidades em particular, é que a maioria destes empreendedores são adultos jovens, e com formação tecnológica e muitos a nível superior, quer isto dizer, que o seu empreendedorismo não ficará por aqui, eles irão pesquisar e prosperar para outras economias sustentáveis no mercado nacional e mundial, que serão economias que já existem, só precisam de ser reconvertidas. Sim, porque hoje já não há economias só nacionais. Estes novos empreendedores, também têm outros factores e opções novas.
É bem conhecida a leva de empresários que começou na década de 90 do século passado, desde os que iam tirar cursos intensivos onde nada aprendiam, diziam eles com sorrisos que era só para terem direito aos subsídios, até aos que acabavam o curso na universidade e assim que saíam da porta para fora, começavam logo a pesquisar, prospectar, como conseguiriam os melhores subsídios para se tornarem empresários. É bem conhecida a frase popular que dizia que esses novos empresários ao receberam os subsídios, depois de fazer obras em casa e comprar o novo carro, pouco ficaria. Depois seguia-se um período de empata até terminar o período que a partir daí já não seriam obrigados a devolver o capital emprestado caso fechassem a empresa, e de seguida fechavam a empresa. Foram estas situações, maioritariamente responsáveis pela situação económica negativa que o nosso país chegou.
Alguns, ainda poucos dos novos empresários, os tecnicamente preparados que acima já referi, não vêm iludidos com as promessas dos políticos-governantes, vêm a pensar neles próprios, até porque já têm uma bagagem social e técnica que lhes permite analisar onde poderá estar o bem e mal.
Provavelmente poderá aparecer aqui uma nova sociedade de economias sérias e sustentáveis que a humanidade e as sociedades estão a precisar.






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