Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã












                                                              Caso Real em ficção 

Marta, partira da sua aldeia após concluir o liceu, a sua aldeia era perto da capital de Distrito a após concluir a primária pude ir frequentar o Liceu sem se ausentar da casa dos pais da aldeia.
De uma família com vários irmãos, com pais proprietários que dava para sustentar a família e dar alguns estudos secundários às raparigas, pois os rapazes, mesmo sem estudos, sempre venceriam melhor as dificuldades da vida, emigrar e outros trabalhos na construção civil,  o país atravessava uma época de grande construção civil, finais da  década de 60 e inícios da década de 70 do século XX.
Marta, não quis ficar-se pelos estudos secundários e rumou à capital por sua conta e risco, inicio da década de 70 não era difícil a quem tivesse o curso dos liceus arranjar emprego, principalmente no Estado.
Colocada em Lisboa no Ministério, de imediato se candidatou à universidade e deu inicio aos estudos.
Para fazer uma boa gestão dos recursos financeiros, havia que partilhar os aposentos com uma ou duas colegas.
Trabalhar e nos tempos livres estudar, não preenche a mente de uma jovem activa, bonita e que queria viver a vida, mas havia que vencer e ultrapassar os preconceitos culturais das suas origens e ser mais liberal, até porque na década de 70 do séc XX a sociedade portuguesa passou por um período avassalador  de alteração de pensamentos, atitudes e forma de viver muito rápidos que seria impossível não cometer alguns erros e desmandos.
Marta, dá inicio a namoros, mas não queria namoros muito longos para não haver comprometimentos, queria acabar primeiro o curso e depois sim, apresentar-se aos pais como vencedora na vida e já doutora com namorado a condizer para um promissor casamento à boa maneira da sua cultura tradicional.
Os namoros rápidos, sobretudo em universitários, deixam sempre marcas. A primeira aventura amorosa que a decidiu iniciar a actividade sexual foi com homem casado, também universitário, mas que ela não sabia que era casado, era dos que frequentavam o seu apartamento à noite para diversão no fim de umas boas horas seguidas de estudos aos fins de semana e que à noite, fazer um convívio em casa sempre era mais cómodo do que ir para a discoteca, era mais acolhedor e mais sensual.
Marta engravidou e após saber que o pai do fecundado era casado, a solução era abortar.
Para Marta, foi uma decisão terrível, ia contra os seus pensamentos, sua cultura e todos os princípios familiares, teria que guardar a situação no máximo dos segredos para que nunca dos nuncas chegasse ao conhecimento de qualquer pessoa do seu relacionamento e muito menos aos familiares.
Uma jovem cheia de vida, não podia estar muito tempo sem alguém com quem passar momentos amorosos, e não aguentava mais sem convívios no seu apartamento, dá inicio a novos convívios com novos frequentadores.
Um dos frequentadores, com quem ela começou a simpatizar logo no início da primeira noite, também passava por uma ressaca amorosa, quase a concluir o curso de Direito, preparava-se para iniciar a vida de advogado e tinha começado a procurar casa para comprar, que os pais o financiariam, mas quando souberam que pensava habitar a nova casa com uma mulher casada, Júlia, (nome fictício)  que deixaria o marido e os dois filhos para ir viver com o seu filho, de imediato lhe retiraram o financiamento da casa. João, (nome fictício) preferiu deixar a mulher casada para não perder o financiamento dos pais para a casa.
Na noite de convívio, João e Marta, iniciaram amizade amorosa com acto amoroso, não perderam tempo, e tudo estava a correr sobre-rodas até que numa noite, João telefona a um amigo para irem ao cinema para espairecer, ir ao cinema ao S. Jorge, ver o  Ultimo Tango em Paris.
No intervalo, João cruza-se com Júlia sozinha e não conseguiu resistir às investidas de Júlia, voltou para ela.
Marta, vendo-se novamente sozinha, passava por uma fase de reorganização de pensamentos da vida, recebe um contacto da sua mãe a dizer que Marta iria ter mais um irmão, a mãe estava grávida pela sétima vez, tinha seis filhos, o mais novo com 15 anos, a Marta com 24 anos, era a mais velha, todos os seis filhos tinham nascido uns a seguir aos outros quando a mãe era jovem.
Marta, vai de imediato ter com a mãe, tenta convence-la a fazer aborto, mas a mãe nem pensar nisso, era contra todos os princípios da família, e também religiosamente era impossível.
Marta, já quase a terminar o curso de Sociologia, sabia perfeitamente como levar uma pessoa a tomar uma decisão, mesmo que fosse contra a própria vontade.
Leva a mãe para a cidade, planeia o aborto sem o pai e toda a família saber, dizendo que ia fazer exames gerais sobre a saúde da mãe, e quando a mãe regressou a casa, embora com aspecto um bocado convalescente, mas tinha sido do tratamento que o medico lhe tinha receitado, por alguns sinais de doença que estaria para vir.
Marta, passado mais alguns anos, encontra um novo amor, homem com filhos em duas mulheres, com quem tinha casado e divorciado das duas, que agora quis desposar novamente Marta, mas na condição de não ter filhos.
A mãe, passava por maus momentos psicológicos, não conseguindo esquecer, o ter abortado um filho, vivia sozinha com o marido, a quem já tinha confessado o ato do aborto, e pensando no filho que agora seria um adolescente a viver com os pais a quem daria alegria e vida na casa que todos os filhos criados já tinham abandonado.






































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