Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

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Romance ficcionado e inspirado em fatos reais

Benjamim, vindo de uma família de comerciantes abastados no ramo da joalharia, ouros e pratas, ali para os lados da Beira Alta, teve uma infância sem dificuldades, embora tivesse nascido num período de escassez de alimentos, nos anos pós 2ª Guerra Mundial, seus pais até lhe arranjaram mais um irmão para juntar aos filhos que já tinham, vindo das crianças que tinham fugido dos combates da guerra na Europa.
Benjamim não se ficou pela conclusão da primária, fez o secundário e seguiu para a universidade, mas teve que interromper os estudos, para cumprir o serviço militar.
Após concluir o serviço militar, sendo apanágio dos seus antepassados, precisava de conhecer o mundo da diáspora e começar por onde os portugueses tinham andado e dado novos mundos ao mundo.
Começou por África, Angola, terra onde tinha familiares e que poderia ser um bom lugar do mundo onde poderia tentar construir as suas bases de homem de negócios.
Passado algum tempo em Angola, vieram-lhe as saudades da terra,  onde tinha deixado uma ex-namorada, Judite, que estivera mesmo para casar no papel, pois fisicamente teria o feito. As saudades eram tantas que não conseguia passar muito tempo sem que olhasse para a foto dela, mesmo estando a viver com uma mulher africana e já com um filho, aquela mulher jovem cheia de beleza que tinha deixado nas suas terras de origem, não era fácil ser esquecida por Benjamim.
Mas um senão, é que ele tinha-se despedido dela com términos de namoro, dava por terminado o namoro.
Na década de 70 do século XX, a sociedade portuguesa, mesmo aquela juventude mais evoluída, que era o caso deles, uma jovem não aceitava com facilidade ser deixada pelo namorado depois de já ter havido relações amorosas, era uma marca bastante forte impeditiva para constituir novo namoro com fins de casamento.
Sendo ela também de famílias de bem e da média-alta sociedade, não aceitava ficar sujeita àquela condição e decide emigrar também para o Brasil.
Já ia no terceiro ano em Angola e Benjamim não resiste às saudades da sua terra e da amada que tinha deixado como não querendo saber mais dela, mas à medida que o tempo ia passando, se lembrava mais dos bons momentos de amor com Judite, os pais dos dois e família em geral, não estavam muito de acordo que começassem tão cedo a ter relações sexuais, porque naquela época era andar depressa de mais, e depois a festa e toda a pompa do casamento já não era a mesma como se fosse virgem à igreja ou na sinagoga. Mas eles ainda adolescentes, quando começaram a namoriscar, eram o espelho das duas famílias, achavam-nos uma dádiva de deus ou jeová, tão lindos e tão inteligentes, terem nascido ali tão perto um do outro, para poderem casar e dar filhos, que seriam uns futuros génios parecidos com Albert Einestin ou Ludwing van Beethoven, mas eles, logo de adolescentes, sendo os dois da mesma idade, enquanto os seus pais atendiam os clientes nas lojas, com o barulho que faziam, permitia que Benjamim e Judite, refugiados na sala com boas paredes de granito térmicas e a grande vidraça virada para o Sol do meio dia o interior da sala aquecia e com a paisagem da Serra da Estrela nas feria da Pascoa, ainda com alguma neve por derreter, era muito agradável e  tentador para aquele casal de adolescentes-adultos, irem experimentando beijinhos amorosos e libidinosos e, com o tempo, não resistindo mais, davam inicio aos primeiros actos sexuais.
Talvez por terem começado cedo de mais, quando chegou à idade de adultos, já estavam satisfeitos e havia que experimentar a vida de outra maneira.
Benjamim regressou de África decorridos três anos, disposto e decidido a pedir-lhe perdão e casar verdadeiramente com Judite e leva-la para África para sua esposa e criar uma nova família com muitos filhos.
Ao saber que tinha partido havia 2 anos para o Brasil, não perde mais tempo, vai imediatamente a Angola, encerra toda a vida profissional e pessoal que tinha por aquelas terras e parte para o Brasil à procura da sua Judite. Não lhe foi fácil encontra-la, pois Judite, com a desilusão que tinha levado da sua terra, tentou reduzir os contactos com a sua terra ao mínimo e assim que encontrou um homem que quisesse casar com ela, casou e deixou de contactar com a sua terra.
Mas Benjamim, como bom investigador que era, passado um ano no Brasil, conseguiu encontra-la, mas já bem casada e com dois bonitos filhos
Benjamim não resiste ao choque, regressa a África sem passar pela sua terra de origem, recomeça a sua vida em África, tenta procurar os amigos que tinha deixado por essas terras, alguns já não os encontrou mais, os  que encontrou já olhavam para ele de uma forma diferente, pois ele também já não parecia o mesmo, tentou recomeçar a vida com uma mulher africana com quem tinha um filho, que tinha deixado quando lhe chegaram as saudades de Judite, mas agora a mulher e mãe do seu filho áfro-luso também já não olhava para ele como dantes.












 




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