Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

Origens
Em continuação











HISTORIA DO POVO: Não conhecer a nossa história e o nosso passado, significa não nos conhecermos a nós próprios, não sabermos onde estamos, de onde viemos e para onde vamos.
 Hoje é vulgar dizer-se que o que interessa é o presente, viver o dia-a-dia, sobretudo nas gerações mais novas. há grupos sociais que seguem este lema, mas a cada momento, poderão ser surpreendidos sem ter o próprio dia, porque o futuro, pode ser o próprio dia.
Acabados de casar, jovens, dispunham apenas de boa saúde e vontade de trabalhar, ambicionavam por um futuro melhor.
Antes de começarem a ter filhos, Alberto, nome fictício, decidiu emigrar para África, com a ideia de passados alguns anos voltaria com algum dinheiro para se estabelecerem em comércio, pois era no que os dois trabalhavam desde crianças.
Adelaide, nome fictício, depois de algum tempo de casados a viver juntos, pouco mais do que a lua-de-mel, inicia a sua vida com o marido à distância, mas vivia contente porque tinha-lhe ficado bem registado na memória as palavras que Alberto lhe disse antes de partir, um dia haveriam de ter filho e um estabelecimento onde trabalhariam e viveriam com alegria criando os filhos e dando-lhes um bom futuro.
O tempo foi passando, Adelaide ia recebendo com regularidade correspondência do marido e de imediato lhe respondia para alimentar as saudades que iam aumentando um do outro.
Mas, decorridos dois anos, Adelaide sente sinais de gravidez, o patrão, que era o gerente de uma Cantina Refeitório da Quinta onde trabalhava muita gente e com os períodos sazonais essa gente duplicava muitas vezes. Foi neste estabelecimento que Alberto e Adelaide tinham trabalhado desde crianças, cresceram, namoraram, para depois terem casado. Assim, Adelaide, ficou ali a trabalhar com a confiança do marido.
Adolfo, nome fictício, o Gerente do estabelecimento, homem casado, pelos 40-50 anos, com uma escada de filhos, homem rude e severo, andava sempre de chicote na mão, não raro utiliza-lo ao mais pequeno sinal de motim, era da confiança dos proprietários da quinta a viverem na Capital, sendo pessoas muito ligadas e próximas do regime governativo do país, pois em caso de sinais de algum descontentamento dos trabalhadores, Adolfo não hesitava e reprimi-los severamente ao extremo, tinha confiança que a ele não lhe aconteceria nada com as autoridades policiais.
Com toda esta confiança, não hesitou em se aproximar de Adelaide com intuitos sexuais, como era casada e o marido por longe, seria do interesse dela manter segredo.
Adelaide sente sinais de gravidez e não precisava de palavras denunciantes, também ninguém por aquelas bandas duvidaria de quem era o pai.
Adolfo, sem perder tempo, convence Adelaide a ir a Lisboa, dizendo à família que estava doente e precisava de ir fazer uns tratamentos e que o patrão lhe pagava as despesas. Não foi fácil convencera Adelaide, pois sabia  que tudo se iria saber, porque o objectivo de Adolfo era que Adelaide fizesse aborto, tratava-se, regressava e ninguém saberia de nada.
Já em Lisboa, Adolfo encarregou pessoas da confiança dos patrões, para que tratassem do assunto, que depois ele pagaria as despesas.
Adelaide, decide não aceitar fazer aborto, procura pessoas que a apoiassem, conseguiu quem a recebesse em casa, grávida e que trabalhasse como domestica até ao parto no tempo e teve um parto normal.
Daí para a frente, Adolfo afasta-se totalmente de Adelaide, ameaçando-a com o seu poder politico-regime, caso algum dia denunciasse qualquer coisa.
Alberto, marido de Adelaide, após ter conhecimento do sucedido, decide afastar-se definitivamente da mulher e esposa – Adelaide.
Adelaide fica definitivamente e por temo indeterminado doméstica dos patrões que a protegeram, ali cria o filho e lhe dá estudos suficientes para vir a ter uma profissão técnica média numa das Empresas mais conceituadas e estáveis do país.
Este, António, nome fictício,  casa e começa a ter filhos.
Quando o primeiro, Carlos, nome fictício, atingiu a idade de ir para a escola, o avô, Adolfo, procura-o e promete mundos e fundos ao seu filho António, que nunca se tinham visto nem falado, uma vez que nunca o ajudou a ele, deixasse ir o Carlos, neto, para a terra dele para a sua casa enquanto andasse na escola primária.
Assim foi, Carlos vai para a província fazer a escola primária e regressa para o Liceu e a Universidade.
Na universidade ingressa em movimentos de contestação ao regime de que seu avô Adolfo era próximo e protegido.
Ingressa pela vida politica, exerce cargos de governação, falha e ingressa em organizações humanitárias, pois reconheceu que na vida politica do seu país fez mais mal do que bem.
Deixou obrigações que o seu país terá de cumprir temporariamente, mas que afectarão gerações contínuas.






Comentários

Mensagens populares deste blogue

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã - GUIDA -Extraído do livro - Romance em ficção baseado em casos reais

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã

Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã