Volta ao Portugal e hoje, de ontem e de amanhã

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SOCIEDADE: Dois mundos se enfrentam e se “combatem”, temos um terceiro que muitos não esperavam mas que está aí/aqui sem ter avisado ninguém, ou melhor: avisou muita gente e também muita gente já o tinha previsto embora não sabendo de que forma haveria de aparecer.
Quanto se tem falado, quanto se tem escrito nos últimos tempos que a sociedade/humanidade e o mundo estavam a mudar com grande velocidade e que dentro em breve poderíamos ser surpreendidos por formas de vida que nunca teríamos imaginado. Basta ir à procura de alguns livros que se escreveram ultimamente, quer dizer… já algumas décadas e o que dizem e o que avisam, mas desde que chegou o mundo digital há tantos escritos que se os formos buscar está lá bem escarrapachado o que nos esperaria num futuro muito breve.
Desde as três últimas décadas do séc. xx que uma boa parte da humanidade não tem feito outra coisa se não criar uma sociedade só para consumir o que se tinha produzido nas décadas anteriores e o que só alguns continuavam a produzir, que cada dia que passava, eram menos os que produziam.
Ver fotos acima, captados em locais apenas separados por uma distancia de 100 m.
Numa, foto 1 - vemos uma imagem da sociedade sem ambição, porque tudo têm com abundância e com nada se precisam de preocupar, a sua missão é consumir.
Noutra, foto 2 - vemos uma imagem de sociedade sem ambição, porque nada têm e já só se preocupam com o pouco que conseguirão para viver os dias que lhes faltarão para viver.
Na Europa, desde o fim da década de sessenta do sec. xx, que se estabeleceu uma guerra de conquista pelo poder só para assaltarem os orçamentos da riqueza de quem a tinha produzido.
Para isso, havia que fazer essa guerra com promessas políticas, oferecendo boas remunerações e pouco trabalho. As lutas eram e ainda continuam a ser, promessas de aumentos de salários e redução de horários de trabalho, a melhor arma para ganhar a guerra da conquista do poder. Para os que sabiam como se deve produzir e consumir não tinham dúvidas que estaria para breve uma surpresa muito forte, embora não tendo a certeza como ela viria. Muita gente se lembra das grandes lições de informação que um conhecido governante abandonou a governação depois de conhecer quem por lá andava, e preferiu através de livros e televisão informar as pessoas de quem tinham no poder governativo e o que estaria em breve para vir. Infelizmente esse grande Senhor já faleceu. Os políticos de hoje não têm o ADN da verdade, se alguma verdade dizem, é para que a mentira passe melhor. Se alguém os confronta com a verdade, eles dizem que é boato ou desestabilização.
As elites governantes que assaltaram o poder nos últimos 50 anos, salvo raras excepções, não foram preparadas nem sabem governar. Uma boa parte deles já são filhos dos primeiros que assaltaram o poder, basta velos hoje em poses governamentais que quando estão em actos representativos de governação têm uma postura que deixam transparecer que estão ali por cumprir calendário, pois desde pequenos/as foi-lhes dito pelos seus pais governantes que eles teriam sempre o seu futuro garantido, na governação ou fora dela. Seus pais se encarregaram de criar o regime político que lhes daria essa garantia. Milhões de portugueses ouviram as palavras que um manifestante quando se passeava na manifestação com uma criança ao meio de si a da sua companheira, dizia para uma tv que estava ali para garantir o futuro da neta, porque a filha já estava bem, já não estava na manifestação.
 Se recuarmos algum tempo em Portugal, tempo em que entrava governo/caía governo, muitos eram nomeados governantes para depois receberem indemnizações quando o governo terminasse antes do tempo. Hoje, mais selectivamente, assistimos a governos formados quase só por amigos e familiares.
A riqueza que foi produzida até à década de setenta do séc. xx, devia ter começado a ser gasta parte dela em investigação nas áreas que mais garantias e protecção dessem á humanidade no seu crescimento. Deu-se um salto gigante nas tecnologias, mas já na década de oitenta do sec.xx alguém falava nas possíveis doenças tecnológicas.
A doença tecnológica apareceu, que estamos a tentar vencer, há uma minoria de cidadãos que se transformaram  em grandes combatentes e desmedidos guerreiros, como em outras guerras bélicas não aconteceu.
 Em quase todas as guerras bélicas que têm acontecida na história de humanidade, depois de terminar, quase sempre houve julgamentos de crimes contra a humanidade. Será que nesta guerra não irá haver responsáveis pela má governação que tem havido nos últimos tempos, décadas, que desviaram o produto da riqueza que foi criada por muitos milhões de cidadãos que trabalharam 40 ou 50 anos na sua vida, que nuca souberam para onde foi essa riqueza, e agora, muitos morrem e os que ficam passarão dias difíceis, enquanto o mundo está cheio de offshores, bunkers para guardar os triliões que eles perderam conta e paraísos impensáveis existirem na Terra, dos quais pertencentes a ex governantes que nada fizeram para desenvolver a humanidade de forma a estar preparados para as grandes surpresas que pudessem vir.
A guerra que a humanidade está a atravessar contra um inimigo invisível, é a primeira de outras que poderão aparecer ao longo do tempo e que se o mundo não parar para pensar, mudar a agulha da linha de vida das sociedades, serão imprevisíveis as consequências que daí poderão vir.



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