Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã
Ao viajar por Portugal nas últimas décadas, temo-nos
deparado com situações sociais alarmantes e indicativas para o futuro. O que
admira, é como nas últimas décadas, se viveu faustosamente muito acima do que
se produzia, pensando que a riqueza
criada nunca mais acabaria.
Quem viveu as ultimas décadas, lembra-se perfeitamente
que a principal preocupação dos responsáveis, era arranjar formas de passar o
tempo, não interessava pensar em produzir, o importante era consumir, logo, uma
grande dor de cabeça dos responsáveis era como ocupar as pessoas, produção era
coisa que não preocupava na cabeça de muitas pessoas.
Quando rebentou a crise de 2010 / 2011, ouve um alto
responsável português que disse: nunca me passou pela cabeça que isto pudesse
acontecer! No entanto, já havia muitos meses e muitos anos que qualquer cidadão
comum mediamente esclarecido sabia que a crise iria rebentar, seria uma questão
de mais ou menos tempo, mas mesmo ao especialistas e honestos vinham alertando
na comunicação social (era mais livre que actualmente) do desastre
económico/financeiro que se estava a passar e o perigo para o futuro,
valeu-lhes ameaças de morte por parte que quem tinha desempenhado altos cargos
da Nação, portanto querendo intimida-los para que não dissessem a verdade.
Hoje, que já ninguém tem duvidas, mesmo os que teimam
em não concordar, porque sabem que o futuro lhes reserva uma possível chamada
de responsabilidade e poderem vir a ser responsabilizados pelo desfalque do
país.
As fotos que ilustram esta crónica, foram tiradas em
Portugal há cerca de 10 anos e, por aqui se vê como viviam as pessoas há dez
anos em Portugal, o que era preciso era consumir, trabalhar era para os
escravos, aqueles que sempre trabalharam e pagaram impostos para os cofres
nacionais do Estado e para mandar para a EU, para depois voltarem os subsídios
com mais algum dos trabalhadores dos outros países da EU, só que, ao voltar,
voltava exactamente para os que não pagaram impostos, port5anto não serviu para
reformar o país, serviu para alimentar as clientelas eleitorais da corrupção.
Agora, que a mama está quase a chegar ao fim, iremos
ver com se vão portar essas clientelas eleitorais quando lhes faltar a mama.
Será que se vai virar o feitiço contra o feiticeiro!
E os portugueses ao deslocarem-se pelo nosso belo país
tão maltratado que tem sido nos últimos tempos, já não vêem as paisagens
históricas com árvores seculares e milenares, vêem campos escarpados sem
vegetação, sem vida selvagem, onde nem os animais cuidados pelo homem já não se
sentem bem.
Desde há muitos milénios que Terra tem dado muitas
voltas, sofreu catástrofes naturais, mas talvez provocada pelo homem nunca
tivesse sofrido tamanha agressão.
Autóctone, o homem investigador que viveu há 4.000
anos, talvez o primeiro investigador do meio ambiente natural que se dedicou a
sério sobre a natureza e estabeleceu regras, deixou muitos ensinamentos que na
altura foram levados a sério pelos verdadeiros ambientalistas.
Mas na ultima metade do século XX e continuou no sec.
XXI, os falsos ambientalistas que só queriam os subsídios e depois colaboravam
com os destruidores da natureza, poderá ser que um dia venham a pensar no que
fizeram e talvez se arrependam um pouco e fiquem com algum peso na consciência.
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