Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã
Estamos num emaranhado de indecisões sem saber se
estamos a fazer ou mal, o grande problema já é como conseguir o sustento mínimo
para manter os hábitos sociais que se criaram nas últimas décadas, e mais
indeciso é saber com mantê-los.
As sociedades totalitárias que quiseram acabar com as
nações, nem faziam nem queriam saber o que é que os poderia esperar ao tomar
essa decisão.
Quando depois das conturbadas crises económicas e
sociais dos fins do século XIX e princípios do séc. XX, que conduziu a duas
guerras mundiais, terminadas estas, as nações viram que não havia tempo a
perder e a única solução era arregaçar as mangas, todos trabalharem, para
recuperar a situação económica, financeira e social. Basta ver a Alemanha, o
principal país responsável pelas guerras, que todas as pessoas com mais de 16
anos eram obrigados a ter uma actividade laboral, incluindo os estudantes,
estes teriam que dividir o tempo, para trabalhar e estudar, foi assim que se
formaram os engenheiros e os doutores desses tempos na Alemanha outros países,
seguiram-lhe o exemplo, embora não tão rigorosamente.
Portugal, como não participou na 2ª guerra mundial,
preferiu o isolamento e adormeceu um bocado, tendo medo de acompanhar os países
europeus, mas em 1973, quem viajasse de automóvel por Espanha, via que os portugueses
já tinham um nível de vida superior aos espanhóis, enquanto os portugueses se
passeavam em automóveis de gama média, os espanhóis, mais de 90% ainda só
tinham Fiates 600, a moeda portuguesa
valia o dobro da espanhola. Nas comunidades portuguesas pelo estrangeiro, já se
ouvia dizer que em Portugal já se vivia melhor do que fora do país. Havia
situações sociais que ainda teimavam não descolar, mas a parte económica e
financeira já avançava a passos largos.
Com a mudança de regime, tudo ou quase tudo se
alterou. A economia foi destruída, as finanças passaram a ser alimentas,
enquanto deu, com o que havia em reservas, mas assim que acabou, começaram as
insolvências técnicas do país e vai de começar a pedir sucessivos empréstimos
ao estrangeiro, e a divida externa nunca mais parou de cavalgar.
Para piorar e ajudar à desgraça, à medida que os anos
iam passando, cada vez mais o país era governado por quem cada vez menos
percebia do assunto, eram as ideologias que determinavam quem governava o país
e as finanças públicas, mas também e ainda para piorar mais, a estes,
juntavam-se os que só iam para lá para poder pilhar e desviar, para eles
próprios, familiares e amigos. É ver como muita gente que nessa data entrou
para a política e passadas algumas décadas, eles e os familiares pertencem aos
mais ricos do país.
Agora, um país depauperado, que não acompanhou
desenvolvimento do mundo, talvez a diferença seja maior agora do que a que
aconteceu nas três décadas a seguir à 2ª guerra mundial.
Mas agora em Portugal, parece que existe uma
população, de meia-idade para baixo, que se apercebeu que de facto estava a ser
utilizada para continuar a sustentar os desmandos de uma classe que se apoderou
do país e que só sabia/sabe desviar para eles próprios.
Vamos ver se as novas gerações, com a ajuda dos que
construíram o Portugal produtivo, que foram explorados durante estas ultimas
décadas e continuam a ser, todos estes juntos, se conseguirão repor Portugal no
caminho do progresso, para um futuro melhor.
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