Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã
Vivemos tempos de incerteza, a pandemia covid 19, veio
baralhar bastante o pensamento e as previsões dos portugueses.
Obviamente que a pandemia veio transformar muita
coisa, mas muito mal já estava feito antes de a pandemia aparecer e que agora,
quererão atribuir à pandemia.
As formas de governar que foram feitas a partir das
décadas de 80 me 90 do século passado, são as principais responsáveis por quase
todas as situações que se estão a desenrolar e que muitas mais virão daqui para
a frente.
Foram fazendo crer às pessoas, que tudo se conseguira
em condições muito diferentes daquelas que na realidade são necessárias, para
na realidade se conseguirem. Agora, há duas sociedades: a dos adultos totalmente descrentes e a das crianças que olham para os adultos com muita desconfiança. Ver fotos.
A competitividade normal e natural para se ter sucesso,
que era a inteligência, esforço e responsabilidade, foram substituídas pela
esperteza, manha e irresponsabilidade.
Desde a educação familiar em muitas famílias, que muitos
pais diziam que a forma como os filhos se faria adultos, pertencia ao Estado,
aos programas de educação públicos. Depois esses filhos, terminavam os cursos e
iam à procura de formas como conseguir colocação em lugares vitalícios, não se
importando de recorrer a qualquer forma, mesmo que fosse menos digna, para
conseguir esse objectivo, alguns, já com um licenciatura, mas como queriam era
um lugar vitalício mesmo que fosse remunerado a nível médio, concorriam aos
empregos do Estado apresentando habilitações literárias a nível secundário. Claro
que esses lugares não chegavam para todos, e assim, aumentava a forma menos
digna de conseguir esses lugares.
Na década de 90, em estudos internacionais feitos em
40 países dos mais referenciados do mundo, indicavam que: enquanto nos estados
unidos 80% dos estudantes que terminavam os cursos queriam iniciar a vida
profissional, viajando para conhecer o mundo e em empresas privadas onde a competitividade
era mais estimulada e também por conta própria, só 20% pensavam ir para o
Estado, emprego muito mais garantido mas menos competitivo e estimulante. Na
Europa essa percentagem que procurava o Estado subia para 40%, mas em Portugal
os que procuravam o Estado a percentagem era de 60%. Mas muito mais dramático
foi nos anos que se seguiram ao 25 de Abril, em que quem não quisesse ir
trabalhar para o Estado, quase que era considerado um traidor.
Assim, esta situação, levou a que se fosse criando uma
sociedade em Portugal ao longo destas décadas, que pensava que não era preciso
pensar no furo, o futuro estava garantido pelo Estado.
Portugal na década de 70 do sec. XX tinha uma das
maiores taxas de poupança de todos os países da Europa, actualmente, Portugal tem
uma das taxas de poupança das mais baixas de todos os países da Europa. Por
isso, a pandemia Covid-19, veio e vai fazer na economia uma das móssas mais
profundas de todos os países da Europa.
Felizmente que em Portugal está a despontar um geração
de pensadores e consciências com longa experiencia de vida não só a nível nacional
assim como também a nível internacional, só agora começaram a ter coragem de se
poder expressar à vontade aquilo que pensam (devido à ditadura encapotada por
democracia) que tivemos durante estes 47 anos, porque a seguir ao 25 de Abril
criou-se o complexo de esquerda e esses complexados estavam sempre alerta para
se algum não era como eles, gritarem logo.
Agora, graças a
gente mais nova que decidiram enfrentar os bois pelos cornos, as coisas estão a
mudar devido à coragem essas consciências responsáveis e pensadores experientes
vão ajudar a levar o nosso país para a frente.
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