Volta ao Portugal de hoje, de ontem e de amanhã - Estrada Nacional 2

Ponte Romana em S. Pedro de Alcântara -Esp.
Estrada Nacional 2 sinalizada ao centro do Mapa


 







CONHECER ALGO MAIS SOBRE A N2.

A N2 é uma enciclopédia/Wikipédia. Esta via tem muita história A história desta via já começou com a Rota da Prata há cerca de 5.000 anos, que eram os negociantes de pérolas e outras coisas muito valiosas que vinham do Oriente, atravessavam o Mediterrâneo mais ou menos de onde muito mais tarde partiram  as invasões árabes e se passou a chamar Estreito de Gibre Al Tar, (que era o nome do general árabe que comandou a travessia para vir invadir a Península Ibérica) a Rota da Prata seguia pelo ocidente da Península Ibérica porque era por aqui que existiam melhores oportunidades de negócio, faziam a Rota pela região que hoje é o centro de Portugal em direção ao Noroeste que hoje é a Galiza e seguiam para as ilhas britânicas para vender os seus produtos caros que só onde havia outros produtos de muito valor é que eles faziam os seus negócios. Dizem os lendários e como é sabido todas as lendas têm algo de verdade, que o Apóstolo Santiago, quando veio do oriente, veio por essa Rota e que quando passou pelas terras que hoje são centro de Portugal, antes de ir para Compostela, fez uma paragem de alguns anos na região de Coimbra, pela boa gente hospitaleira, compreensiva, boa comida e terá começado a fundar uma irmandade para pregar as suas doutrinas, de seguida continuou para o seu destino que era o noroeste da Península Ibérica. Também quando Trajado mandou construir a Ponte Romana no inicio da Era de Cristo em São Pedro de Alcântara, Espanha, sobre o Rio Tajo/Tejo, que é a segunda maior da península ibérica, a seguir à de Córdoba,  ainda hoje se mantém como via de transito automóvel operacional e diário que liga à fronteira de Segura em Castelo Branco, foi para poder cobrar taxas elevadas aos negociantes que ali passavam, porque era ali que existiam as barcaças que cobravam as taxas elevadas a esses viajantes endinheirados, ainda se pode observar lá na construção da ponte o fortificado sistema de portagens dessa época.

Com a invasão árabe, os árabes ao chegarem à região que hoje é Coimbra, reconheceram que ali existia  uma comunidade bem organizada e difícil de vencer, que eram os frades dessa irmandade e fizeram um acordo: eles não atacariam os frades e os frades também não impediriam que os árabes progredissem por fora das terras dos frades e a Rota da Prata continuou a passar por ali seguindo para noroeste. Também terão sido estes frades influenciadores da criação da universidade de Coimbra.

Assim, por aqui se foram criando os caminhos mais batidos, construindo os primeiros pontões nas ribeiras, as primeiras barcaças nos rios, as populações aumentando, vieram as estradas das charretes e depois as estradas dos primeiros automóveis, havendo sempre uma concentração e crescimento de população por essa Rota e daí Portugal, na década de 50 do sec-XX  deu inicio ao projeto de construir a principal via que seria o eixo do país, para que junto dessa via com cerca de 750 km de Chaves a Faro, se instalasse: industria, comercio, centros financeiros, escolas e universidades e toda a sua envolvência que geraria centros populacionais e o pais não teria sido encostado à beira-mar deixando dois terços do país a desertificar-se e pasto para fogos.  Evitaria que a população do interior se deslocasse para o litoral e até do litoral viria população para o desenvolvimento que se geraria em volta dessa via principal, que de inicio seria um I P  -Itinerário Principal, mas logo de seguida passaria a autoestrada com várias faixas de rodagem sem portagens com inicio da construção no inicio da década de 60, em simultâneo com a construção do IP 5 de Aveiro a Vilar Formoso. Não arrancou logo por causa de rebentar a guerra nos territórios ultramarinas em 1961, mas já estava para começar em meados da década de 70. Com a mudança de regime, este projeto foi esquecido vindo só a iniciar a construção de IP 5 – Aveiro – Vilar Formoso utilizando exatamente o mesmo projeto quando o transito nas estradas já tinha quintuplicado, sobretudo emigrantes, e já em finais da década de 80.

Há quem diga que se estão a movimentar vozes, incluindo os munícipes da região, para que este projecto inicial venha a ser recuperado e executado e assim seria uma forma de devolver o excesso de população concentrada no litoral ao interior. Esperemos que assim seja!

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